“Em seu conjunto, a obra repleta de força e vigor genuinamente da alma feminina de Sila, propõe uma guinada metodológica e  metódica: um sistema cuja ênfase está posta nos processos de criação. Sua obra inteira multidirecional – entre um mundo em conflito e um artista que escuta e responde; entre um artista que produz sentido com a intenção de que o mundo o escute – através de múltiplas linguagens, com a intenção de alterar, por sua vez, a hegemonia da visualidade. Promove a atitude reflexiva e a escuta ante o entorno, que resgata o poder do diálogo da obra com seu público. Leveza, luminosidade, movimento, força, aconchego. Numa só obra. Grandiosa, flutuante e translúcida, desafiando e interagindo com o espaço e as propostas de uma série específica. A arte de Sila surge através de um oceano de  materiais utilizados, onde ela brinca com as suas qualidades e com seu mundo latente e repleto de referenciais, que enfatizam a ambiguidade entre aparição e desaparição. Dessa forma, o espectador é convidado a testemunhar a subtração e o surgimento da matéria que compõe cada obra com grande liberdade”.

Glaucia Severo, consultora artística e marchande.

”A Pintura como Aventura da Linguagem”. Sila é uma aventureira, no sentido mais nobre da palavra. Pintura é criação de linguagem, e, nesta pintura-ação, Sila busca a comunicação jogando-se destemidamente pela tela, jorrando nela tensão e beleza. Jorra de sua palheta mãos, cores, unhas, dores e amores; sobre a tela nua. Pintura em processo de crescimento, que a cada quadro rompe limites. E não seria a aventura da linguagem um constante romper de limites? Uma desesperada tentativa de mergulharmos em nossas emoções para transfigurá-las em pulsões estéticas? Sim! A pintura de Sila está perpassada de aventura e mergulho. Seria o pintor, assim como o poeta, o grande demiurgo, que recria a cada dia a arte e a vida? Estaríamos sozinhos e vazios no cosmos, nessa estranha aventura, sem o Homo sapiens capaz de atingir limites e criar rupturas…

Silvio Barros, poeta, escultor e filósofo carioca.


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